"Certas coisas quando a gente descobre na hora errada causa muito impacto." Clarissa Guerra de Medeiros
Me enchi de alegria quando deslumbrei a felicidade de ter minha filha em minhas mãos, você não imagina quanto tempo esperei pelo dom divino da maternidade. Todos meus parentes foram à festa que estabeleci para comemorar essa nova fase que iniciava entre mim e o meu marido, hoje era possível apreciar com sua presença, pois, como ele trabalha como caminhoneiro passa muito tempo na estrada, deveria ter registrado uma fotografia para observar o quanto estava radiante e feliz internamente.
Há cinco meses, vendemos todos nossos móveis e vivemos juntos na boleia do caminhão, meu esposo me informou se não ficara triste por deixar minha casa e todos os meus bens para trás, apenas exibe aquele doce sorriso, e disse: "Amor, não há lugar melhor do que estar ao seu lado''. Em dois anos, quando minha amada, começou a falar, fui surpreendida quando ia sair com meu marido, para irmos ao parque da cidade, o dia estava perfeito, céu azul, Sol, nada melhor do que descansar nosso corpo e mente com a natureza, entretanto, dois homens fortes, indagaram se eu não era a senhora Letícia, afirmei positivamente com a cabeça, falaram que gostariam de resolver leves pendências na Delegacia, julguei ser de acordo com aquele professor que me abusara na faculdade, disse ao meu amor para ir à frente, disse terem novidades de quem furtara o meu antigo celular.
Quando cheguei lá, os policiais me levaram para um sala, ali, diante de uma pessoa que avaliei ser o delegado, disse ter provas irrefutáveis que eu seria autora daquele crime, em cima da mesa se encontrava a peça fundamental no caso, que provavelmente iria me deixar longas décadas atrás das grades e jamais veria minha filha novamente, citara o caso daquela loira que esquartejou o marido japonês¹.
Abri o envelope, minha mão tremia, o sangue-frio subiu na minha cabeça, comecei a relembrar daquele dia, li um documento, um teste de DNA, onde ressaltava em 100% que não era mãe da pessoa que afirmava ser minha ascendente. Perguntaram-me se desejava ter contato com um advogado, e há anos lera confessando o delito sua pena pode ser levemente atenuada, por essa razão relatei tudo o que fiz.
Dr, meu sonho era me tornar mãe, mas nunca tive filhos por um problema hereditário e nem seria possível mesmo com o poder da ciência, mesmo se tivesse recursos não aceitaria, pois, ter uma criança sem os moldes que Cristo instruiu o homem, seria um crime contra a crença que acredito. Recentemente, arrumei um novo namorado, disse que seu sonho era se tornar pai, mas não poderia revelar o meu triste segredo, se não seria trocada por mais nova.
Por essa razão, aproveitei uma conhecida que estava grávida de 8 meses, a convidei dizendo que lhe daria um cobertor e berço para o recém-nascido que esperava ter dentro de poucos dias, quando chegou na minha casa, solicitei para me auxiliar a fazer um belo café carioca, enquanto estava de costas para mim, peguei uma faca e furei na altura do seu ombro direito, duas vezes, ela caiu, em lágrimas, exigindo para eu poupar a vida de ambos, poderia ser jovem, mas eu apenas pensava no bebê. Arrastei ela até o quintal, e ali com um pedaço de estilete, abri sua barriga, sorte que o pano cortou seu grito de horror e dor horrenda, cortei o cordão umbilical, para o meu azar a maldita ainda estava viva, peguei um pedaço de pedra e comecei a jogar em cima da sua cabeça, até ela parar de se movimentar e respirar. Enterrei ela, ali mesmo, mais ao lado da minha horta.
Olhei para o delegado, sorri para ele, afirmando, AGORA VIREI MÃE, não é uma ótima notícia?
Ps: Foi constatado na autópsia que a vítima ainda estava viva quando foi enterrada.
INSPIRAÇÃO

Ótimo texto, tratando de um tema chocante para a maioria da sociedade. Bastante forte.
ResponderExcluirParabéns!!
Uau! Texto chocante com um pesar de ser baseado em um história real. Ótima escrita!
ResponderExcluirÓtimo texto!
ResponderExcluirChoca e causa embrulhos no estômago.
Me emocionei
ResponderExcluirVc e o melhor