"O presente é a sombra que se move separando o ontem do amanhã. Nela repousa a esperança.'' - Frank Lloyd Wright
Nosso castelo estava sendo sitiado, os outros reinos próximos foram saqueados e toda a população se tornou escrava e grande parcela dos homens morreram em batalha, e outra parte em decorrência da condição que fora imposta pelos bárbaros. Um exército imenso, uniu uma força sobre-humana, milhares de soldados, arqueiros, criaturas bestiais oriundas do tártaro, jamais vistas até então, seres grandes, com um rosto com ódio no semblante natural, arranhões na pele, e um forte cheiro de morte que carregava consigo.
O rei mandou que eu formasse um grupo com os melhores soldados, e seguisse uma sugestão do oráculo, percorri a estrada de terra, andando rápido, notei que todos estavam com medo, todas as casas não abriram uma porta ou janela. Casas de madeira, com o telhado formado por palha. Quando chegamos no centro religioso, uma senhora mandou que todos retirassem os calçados, pois ali era um lugar santo, nos sentamos ao seu redor, em forma circular, pegou um ramo de folha, queimou um pedaço, balançava uma fumaça laranja, um cheiro forte e sensações tiveram início em cada um, especialmente em mim.
Apaguei levemente, despertei e avistei apenas um forte neblina que impedia que avistasse mais do que dois metros de distância, andei sem rumo ao certo, escutei um barulho de água, era quase imperceptível, foi indo rumo ao barulho e começou aumentar de forma gradativa, até que avistei uma enorme árvore, aparenta ser muito antiga, contemplei uma jovem, ruiva, branca, não era mais velha do que 20 anos, estava com um vestido branco até o calcanhar, era folgado, era difícil notar sua estrutura, ou seja, um pouco magra. Estava vendada, o barulho da água caindo, era das suas lágrimas, atrás dela, avistei um enorme portão da entrada principal de um castelo gótico, a cada gota, uma roldana funcionava e fazia andar a barra que permanecia a porta trancada por alguma razão, do outro lado, ouvi ruídos que me assustou, o balde estava pela metade, não entendi o significado de tal sonho.
Quando acordei, estava respirando com muita frequência, todos me olhavam espantados, a senhora me explicou o sonho, deveria correr o mais rápido com o objetivo de destruir o nosso rival, deveria ser enviado no tempo, para matar o líder dos bárbaros quando ainda era um mero bebê, poderia ter um alto custo cronológico dos fatos, mas seria a única maneira possível de reverter a possível devastação do nosso povo, cultura e tudo o que conquistamos até agora, seriam varridos do mundo, como Xerves tentou realizar com os gregos, e os romanos fizeram com Cartago na Terceira Guerra Púnica.
INSPIRAÇÃO
Ótimo alusão aos ótimos escritos de Tolkien.
ResponderExcluirGostei do enredo! Excelente texto, Gabriel!
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