‘’As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar.’’ Leonardo da Vinci Gabriel e Samara. Dois nomes que, à primeira vista, não pareceriam destinados a cruzar linhas temporais ou impedir o fim da humanidade. Mas ali estávamos, no limite do real e do impossível, movidos por pulsos diferentes, mas perfeitamente sincronizados. Ele, jurista e historiador, olhos escuros como manuscritos queimados, mente treinada para destrinchar tratados antigos e interpretar silêncios entre linhas. Ela, médica de urgência, obcecada por física quântica nas madrugadas, mergulhada no estudo de partículas que dançam quando não são observadas. Quando o tempo começou a ranger, fomos os primeiros a ouvir. E os únicos a entender. Tudo começou com falhas discretas: relógios parando por três segundos exatos, pacientes em coma murmurando fórmulas, campos eletromagnéticos pulsando em harmonia com batimentos cardíacos. Enquanto os outros descartavam como coincidência, vimo...
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