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CREPÚSCULO DA RIQUEZA

 ''A humanidade, em sua busca por mais, frequentemente esquece o valor do suficiente.'' Émile Zola

 

    Na penumbra crepuscular, um anão, privado da visão e da esperança, desafiava o inalcançável, estendendo dedos delgados e ansiosos em direção a uma bolsa de dinheiro pendente. Sua busca era uma dança de frustração e cobiça, uma coreografia triste que ecoava pela calma e misteriosa atmosfera. Os olhos nublados pelo destino, pareciam janelas embaçadas para um mundo que ele jamais veria. Cada tentativa revelava uma dança de desespero, seus traços contorcendo-se em concentração perturbada. Veias trilhavam sua testa, como minúsculos riachos em meio à aridez de sua face.

    Enquanto isso, um senhor corpulento, cuja pele se estendia como lona desgastada, deslocava com renitente lentidão pela cena. Cada passo constituía uma batalha épica, uma conquista penosa em seu domínio corpulento. Ele dependia do auxílio de um apoiador robusto para avançar, um fiel escudeiro de carne e osso que o acompanhava em sua jornada ao poder e à ganância, o anão cego não suscitava piedade no peito pesado dessa figura.

    O sujeito com o mais belo paletó, corpulento, dotado de uma voz estrondosa e olhos famintos, lançou um olhar severo ao anão, audaciosamente exigindo que os observadores custeassem o privilégio de contemplar a cena. Os espectadores, relutantes, obrigados por sua curiosidade ou pela insensibilidade, abriram suas carteiras como se cada moeda fosse uma gota de sangue alimentando seu insaciável apetite por riqueza. 

 

 

INSPIRAÇÃO

 
      A ideia central para esse texto pode ser observada logo embaixo. É uma ideia nova, basicamente foquei em criar um texto curto com drama, mesclando um clássico da literatura russa contra o poder do Estado.  Enfim, caro leitor (a), espero que sua leitura seja prazerosa!
 

Ps: A imagem do conto foi criado por intermédio de uma  IA, BING AI, digitei "anão cego tenta pegar bolsa de dinheiro no alto de uma árvore, homem gordo de terno observa de longe com desejo de faturar "  e obtive esse resultado.  

 

 REFERÊNCIAS 

 

1. "O Nariz" é uma novela escrita por Nikolai Gógol em 1836. A história gira em torno de um burocrata chamado Kovaliov que acorda um dia sem o seu nariz. Ele então se depara com seu próprio nariz vagando pela cidade como se tivesse vida própria. A obra satiriza a sociedade burocrática e estratificada da Rússia czarista, abordando a alienação e a busca por identidade.

Comentários

  1. Ótimo texto,amor.Parabéns. As noves russas são refletivas em introspecção humana , ótima opção de inspiração.

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  2. Parabéns filho ...belo texto ! Continue !!

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  3. 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼

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