"A vingança é uma espécie de justiça selvagem.'' - Francis Bacon
Peguei a furadeira, pregos, um serrote, e um alicate, desci calmamente para o porão, enquanto com um botão acionei para ser tocaa música clássica, nada melhor para inspirar a criação da minha nova obra de arte, tudo o que precisava era ser novo, dessa maneira ficaria radiante em nosso museu. Uma pessoa ainda sob efeito do Benzodiazepínico¹ estava sentada na cadeira, diante de mim, em sua boca um trapo, suas mãos estavam firmes e alongadas, julguei que o efeito passava, pois, começou a se movimentar em histeria, apenas me aproximei ao seu ouvido, e disse: “hoje seu pecado será pago, o Estado pode ter esquecido, mas as vítimas jamais esquecem.’’ Reparei que o homem foi tomado por um grande temor, tentava perguntar por qual razão estava fazendo aquilo com ele, apenas joguei um jornal antigo nos seus pés, observou o título: “Jovem estuprada e morta horrendamente, principal suspeito foi absolvido por ausência de provas robustas.’’
O barulho da furadeira funcionando é reconfortante, especialmente o som de ossos sendo oerfurados, o sangue escorrendo- vermelho forte, a pessoa que sofre mordendo cada vez mais com a boca, apenas reproduzindo o som de um animal sendo abatido.
O inusitado é que tal ato até ocasionou um aumento dentro da minha calça, após terminar o primeiro ato, coloquei dois pregos em cada mão, usei o martelo para fixar."Agora você ateu, irá passar pela purificação da alma, só assim será salvo". A cada batida, ele rangia os dentes, solicitava para parar, só detive minha mão de bater novamente, quando o prego transpassou sua mão, liguei um leve fio de cobre até a tomada, quando liguei a luz, ele tremeu todo, mas não queria acabar com a diversão tão cedo.
Claro que um ateu não poderia se tornar igual ao Cristo, peguei o serrote, segurei seus pés, e comecei a serrar, a pele, músculo e cartilagem- foi rápido, o que mais se alongou conseguiu ultrapassar o osso, gritava de dor, mas apenas gastava energia à toa, pois vivia recluso com a minha esposa em uma casa no meio da floresta, quando terminei, jorrou muito sangue, graças aos meus conhecimentos de Misery², evitei que morresse por hemorragia.
Apontei para ele, o seu pé amputado, branco, ainda com o toco branco sendo exibido, nesse momento, escutei a minha esposa descendo, indagou se iria ficar com toda a diversão, falei que não, por essa razão entreguei para ela o alicate, ela o fitou dos pés até a cabeça, começou pela cabeça, anteriormente colocou mais uma seringa no seu corpo, deixando sem qualquer ação, mas sentindo tudo, abriu a boca sem dificuldade, arrancou quatro dentes, o sangue tomando conta da boca, escorria simultaneamente como as lágrimas, aproveitou para tirar as unhas dos pés, a casca branca, com pedaços ainda de carne, fariam qualquer pessoa fresca vomitar o que acabou de comer, a reação deixou minha amada doida, sempre gostou de ser a dominadora, por fim, optou ali mesmo, realizar um ato que ele se lembraria para sempre, jamais faria mal para qualquer mulher, abriu suas calças, deixou apenas de cueca, jogou em cima um líquido incolor, quando teve contato, começou a se contorcer como uma barata após receber veneno.
INSPIRAÇÃO

Texto bastante incomodativo no que tange o choque com a maldade humana auto
ResponderExcluirjustificada.
Ótimo texto !
ResponderExcluirNarrativa tensa e incômoda ,mas que prende até o fim .