"Vocês não podem se apegar ao passado, porque não importa o quão forte você segure, ele já foi" - Ted Mosby
Quando um estudante não estuda, geralmente cria as maneiras mais absurdas para conseguir ter sucesso nas provas finais, por essa razão ao invés de estudar ou revisar o que o docente passou, optou por criar um sistema simples, traria uma possibilidade incrível, ter contato com uma pessoa do passado por intermédio de uma mera fotografia, por conta dos conhecimentos de engenharia que herdou do pai, aproveitou para pôr em prática tal ideia, se tivesse êxito poderia lucrar muito com ela, imagina ao invés de observar uma pintura não seria melhor vivenciar um fato histórico de verdade? Evitou perder tempo com pensamentos contrários, após cinco horas de trabalho, conseguiu terminar a sua atividade.
O aparelho é simples, uma caixa nos moldes das máquinas de escrever, apresenta um local específico para colocar a fotografia, e há duas possibilidades de botões, vivenciar ou conversar, contudo, você não pode interferir no passado, como, por exemplo, informando um fato que poderá ter consequências irreversíveis, como salvar uma pessoa ou matar Hitler, o sonho de muitos, contudo há uma possibilidade de não ter sido eliminado antes dos conflitos, o futuro sem ele poderia ser pior. Como a prova se aproximava, não perdeu tempo, inseriu os dados do ano 1914, pois teria uma apresentação e prova oral sobre a Grande Guerra.
Após apertar o botão, sentiu uma sensação estranha na barriga, infelizmente isso sentia toda vez que fazia a viagem no tempo, quando optava por ser observador neutro no evento, permanecia dentro de uma bolha como se estivesse dentro de uma sessão de cinema XD, estava vivenciando um evento que mudou o curso da humanidade para sempre, ou dialogando com grandes pensadores da antiguidade, fez o teste no próximo final de semana e conquistou uma das melhores notas, até teve uma grande ideia, como é um leitor assíduo, pensou na possibilidade de dialogar com grandes autores do século XX.
Como é fascinado pela literatura de língua inglesa, escolheu a foto do seu autor favorito, George Orwell¹, fez anotações do que seira indagado, quando apertou conversar, descobriu que teria apenas uma hora, exclusivamente para essa finalidade, pode observar aquele célebre escritor inglês na sua frente, primeiramente, o indagou sobre qual a melhor inspiração para escrever, Orwell, apenas o fitou por alguns segundos, e lhe disse: "Os livros são bons, mas nada supera a realidade para incentivar o escritor para modelar o evento real em fictício, lembre-se como fiz em revolução dos bichos², a melhor analogia é a silenciosa.
Passaram
anos, décadas, e aquele jovem cheio de sonhos e aspirações parou de
viver o hoje, inclusive do amanhã. Viveu apenas do passado, quando
examinamos melhor quem pratica tal ato, é notório o apego a coisas que
não são fundíveis, ou seja, permite sua vida se tornar uma viagem
recorrente ao momento anterior que fora motivo de sua alegria naquela
antiga foto que estava no sótão, contudo, esquecera que no mesmo dia,
seu pai bateu na sua mãe e desde aquele dia ainda procura o cigarro;
nossa mente seleciona quais memórias devemos recordar de maneira plena,
na grande parcela de boas, as ruins são excluídas ou adaptadas como se
fosse instalado um chip em nossa mente.
INSPIRAÇÃO

Excelente texto !
ResponderExcluirBom seria se esse recurso fosse possível. Rs. Parabéns pelo texto
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