''O poeta pode contar ou cantar as coisas, não como foram, mas como deviam ser; e o historiador há-de escrevê-las, não como deviam ser e sim como foram, sem acrescentar ou tirar nada à verdade.'' - Miguel de Cervantes.
Sempre
fui muito fascinado pela História, desde pequeno, sempre que era
possível assistia obras cinematográficas, documentários e livros. Quem fez eu gostar de fato dessa importante disciplina foi a professora
Heloísa Helena que ministrou aula da 6.ª série até o 1.º Ano do ensino
médio. Antigamente, não gostava dessa disciplina, mas por intermédio de
uma didática excepcional tornou minha matéria preferida e com as
melhores notas no boletim. Acredito que um dos pontos que favoreceu
isso, é que ele não apenas passava resumo da matéria no quadro e
atividades, mas também tentava ao máximo inovar passando filmes,
documentários e outras atividades bastante criativas. Durante o 2.º do
ensino médio decidi quando chegasse o momento que faria esse curso, e já
antecipo uma informação bastante relevante sobre o universo acadêmico,
você tem uma boa base nas matérias que serão cobradas ao longo do curso
não terá tanta dificuldade, mas claro o mais relevante é tentar ser um dos melhores da turma.
Em 2017 ingressei na graduação de Licenciatura em História, duração de três anos, uma das primeiras coisas que aprendi no curso, é uma área como quase toda em sua totalidade é teórica, exige muita leitura do estudante, mas do quê? Textos ou até determinado livros de uma determinada matéria que terá contato com um especialista no assunto, digo que no início você observa dificuldades, pois a linguagem da área ainda é desconhecida e são textos pesados tanto na escrita quando na mensagem que desejam passar ao leitor, se uma pessoa de História apresenta dificuldades com certos autores mais clássicos pensa quem não é. Isso fica evidente na frase do professor Anderson Batista: "estudantes de História, necessita ler livros e não resuminho da internet''.
De acordo com o professor Sérgio Coutinho que ministrou uma matéria de extrema importância, introdução aos Estudos Históricos, e nos fez compreender ainda na época como calouros o que essa ciência estuda, alguns pensam que o homem e afins, mas não, você está errado. Ela estuda o tempo, e a principal dificuldade do historiador se encontra em realizar uma análise histórica, resenha ou texto expositivo com ausência de valores subjetivos que você possuí, entretanto, está restrito para esse ofício, mas claro que há exceções, quando para chegar na pesquisa almejada se torna necessário. Trouxe uma visão analítica acerca da ideia no aspecto historiográfico sobre a ''verdade'', pois isso é bastante relativo para cada um, outra adversidade que o pesquisador precisa vencer.
Provavelmente deve estar se questionando de como são as provas, não são um bicho de setes cabeças (tirando algumas disciplinas), mas por conta da instituição acadêmica que estudei, exigia do docente uma prova com 70% da avaliação objetiva e 30% discursiva onde geralmente o professor poderia ser maleável para optar por uma ou três questões (favorece quem estuda para concursos). Não vá supondo que por apresentar apenas 30% seriam fáceis as questões exigidas, pois o importante do estudante de História é saber argumentar de forma adequada em até 30 linhas correlacionar um conceito, sua aplicação no contexto histórico ou de acordo com determinado historiador. Como disse no parágrafo anterior, quem apresenta uma boa bibliografia e leu os textos informados pelo professor terá mais facilidade na sua resolução, podendo até citar outras obras de forma indireta na resposta.
Muitos outros cursos apresentam parte prática além da teórica, analiso que nesse curso é intrínseco as resenhas e seminários fazem esse papel, pois no primeiro, é necessário de forma acadêmica, sintetizada e com qualidade na escrita discorrer sobre documentários, entrevistas (não são muito interessantes) e livros. No segundo caso, é mais flexível, auxilio de um bom grupo por intermédio do slide fará uma bela explicação, ainda nessa situação a tarefa não deixa de apresentar dificuldades, porque precisa deter certo conhecimento e conhecimento das palavras para transmitir o entendimento teórico pela fala até cinco minutos para sua sala, outra turma ou auditório (quando você indaga o palestrante).
Como disse anteriormente, o slide, pode fazer o diferencial nas aulas ainda mais para deixar a exposição menos massante, um professor que admiro nessa habilidade na didática é o Márcio Nunes, ministrou Brasil Império e História Contemporânea; aquele docente que mantém você interessado pela matéria, e principalmente nos ensinou como fazer o bom uso desse objeto eletrônico que ajuda muitas nas aulas, mas claro que o futuro profissional nessa área não pode se prender apenas nisso.
Perto do final do curso devemos realizar um trabalho de conclusão de curso (o famoso tcc), fomos orientados pelo professor Dinair Andrade, que já comentava para ir reunindo sua própria bibliografia para ter mais facilidade nesse importante trabalho, como já realizava tal fato, e quando adquiria um novo livro sobre minha área de estudos levava para ele analisar, e dizia a seguinte frase: "Muito bom, Gabriel, já deve ter uma bela biblioteca em casa''. Como não é um mistério para os amigos próximos, optei por analisar a batalha de Pearl Harbor e seu impacto na guerra, pois foi a causa para a entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial. Você conhecendo bem o assunto, observar se há muito obras e artigos sobre aquele tema e o mais relevante possuindo livros em sua casa, pois nem todos irá encontrar na biblioteca da sua instituição apresentará menos dificuldade.
Ainda lembro das dificuldades que todo estudante acadêmico passa, ainda mais no primórdio do curso, estilo na primeira prova de Introdução dos Estudos Históricos. Indagamos o docente nas aulas próxima da prova, jogou na mesa 5 a 7 textos e falou que isso tudo seria o conteúdo da avaliação, para a surpresa de muitos mesmo desacreditando no seu desempenho, grande maioria se saiu bem. Quem nunca ficou indagando se teria sucesso após não tão bem como gostaria na primeira prova, aí você estuda o máximo e tira aquele peso das costas, podendo usufruir as férias de fato. Há três fatos, que são importantes citar: na época do estágio do ensino fundamental, peguei uma chuva chegando no colégio (pois saia do estágio remunerado direto para esse) e só fui me secar de fato horas mais tarde na faculdade; um artigo com dez páginas que fiz no dia da entrega (pois não deixava de entregar qualquer trabalho, pois não tem recuperação) e por fim, aquele momento um pouco constrangedor que o seu amigo ou colega fala exatamente o que deveria falar no seminário, assim deve em questão de poucos minutos elaborar sua nova fala.
Um fato que me auxiliou muito nesses três anos, não foram apenas grandes professores que tive, livros ou conhecimento de determinado autor, mas principalmente as amizades que fiz nesse período: Alexandre Marques; João Pedro; Hugo Saldanha; Ercila Fontinele; Joaquim Felipe, Edgar Castro e David Soares. Aos meus amigos de turma, com quem reflito, há quase três anos, sobre os grandes temas e problemas da História. Pois, mesmo faculdade tida como em poucos anos a porta para o mundo do trabalho, é fundamental que você faça amizades nesse tempo de aprendizado, o principal que esse curso me mostrou, a importância que deveremos ter para conviver com o outro e respeitar, mesmo defendendo algo que você discorda totalmente.
Enfim, caso pensa em fazer esse curso recomendo totalmente, saiba que fiz ele gostando de verdade, não obrigado pelos pais ou outra razão, vai perceber que o tempo no curso é bastante curto para compreender a História na sua "totalidade'', por essa razão existem os aperfeiçoamentos, quem sabe no futuro retorne para fazer uma pós ou mestrado em História Militar (e continuar os estudos da guerra do Pacífico).
Leia livros, busque as fontes que recebe nas redes sociais em órgãos de notícia oficial; busque ser o melhor ou um dos melhores alunos da sua turma, aprendizado do professor Rômulo (quem garante um A ou B compreende melhor a matéria, caso precisa dela depois terá mais facilidade); e por fim, não deixe de ir às vezes para o bar da faculdade com os amigos, não é isso que fará você perder o Semestre ou bombar naquela matéria (será não entregar os trabalhos na data), porque nesse local ocorreram os melhores debates dos mais variados assuntos, desde problemas do Brasil até questões internas da faculdade.
INSPIRAÇÃO
A ideia central para esse texto pode ser observada logo embaixo.
A sugestão para a escrita desse texto, conheço muitos amigos que se interessam pela área, mas não pensam em cursar. Por essa razão decidi mostrar um pouco como é de fato, o Curso de História. Enfim, caro leitor (a), espero
que sua leitura seja prazerosa!
Muito bom esse texto
ResponderExcluirExcelente, Gabriel......continue sendo este garoto focado e com grandes expectativas pro futuro....me orgulho de vc.
ResponderExcluirEscreve muito. Texto agradável. Parabéns. Continue assim. Vai longe. Já foi aliás. Professora Heloísa Helena.
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