"A palavra é prata, o silêncio é ouro." - Provérbio popular.
Uma professora universitária¹ decidiu passar um final de semana no sítio da família para descansar da vida intensa de trabalho. Quando retornou, percebeu que todos os alunos estavam indiferentes com ela. Até mesmo o porteiro e outras pessoas que ela não ministrava aulas olhavam-na com desprezo.
Durante a aula, foi chamada pelo coordenador para uma reunião urgente com o reitor da instituição e um homem velho com um belo terno cinza. Na reunião, foi informada de que seria demitida por um ato que cometeu e que poderia ser responsabilizada na esfera civil, administrativa e penal. Foi sugerido que ela assinasse um documento reconhecendo sua culpa e crime, mas ela não aceitou.
Saiu da sala, fechando a porta violentamente, e todos os outros professores saíram para ver o que estava acontecendo. No dia seguinte, sua foto estava na capa do jornal da cidade no balcão da padaria com o título "REPUTAÇÃO". Como uma palavra pode se tornar a ruína de uma carreira?
Ao pagar pelo pão, ela não conseguiu segurar as lágrimas. Quando chegou em casa, decidiu ligar a televisão e assistiu a uma matéria no Fantástico² com o trecho completo da sua fala que levou à sua demissão. Em seguida, apareceu um especialista em direito sobre racismo, que ressaltou o impacto que tais palavras fazem ao povo historicamente menosprezado.
A professora sentiu uma repulsa tão grande que vomitou tudo o que comeu em cima do sofá. Ela correu para o banheiro, deitou-se em posição fetal e sentiu a água caindo em seu corpo. Ela sabia que não havia escapatória. Durante as audiências e o julgamento, ela se sentiu julgada e condenada pela sociedade.
Ela viu os comentários no primeiro vídeo e ficou chocada com as reações das pessoas, de como podem ser tão cruéis com outras que jamais conheceram pessoalmente. Alguns desejavam que ela nunca tivesse nascido, enquanto outros a chamavam de racista. Até mesmo em seu perfil nas redes sociais, ela foi alvo de milhares de comentários insultuosos.
Para ela, havia apenas uma maneira de se salvar. Antes das disposições finais, o juiz lhe concedeu a palavra para falar. Ela disse que não se desculparia pelas palavras que disse, pois sua alma sempre foi branca e não havia nada que pudesse fazer para trazer paz aos ofendidos. Antes de terminar sua fala, a professora tirou um caco de vidro escondido em seu bolso e o enfiou profundamente em sua garganta.
Durante a aula, foi chamada pelo coordenador para uma reunião urgente com o reitor da instituição e um homem velho com um belo terno cinza. Na reunião, foi informada de que seria demitida por um ato que cometeu e que poderia ser responsabilizada na esfera civil, administrativa e penal. Foi sugerido que ela assinasse um documento reconhecendo sua culpa e crime, mas ela não aceitou.
Saiu da sala, fechando a porta violentamente, e todos os outros professores saíram para ver o que estava acontecendo. No dia seguinte, sua foto estava na capa do jornal da cidade no balcão da padaria com o título "REPUTAÇÃO". Como uma palavra pode se tornar a ruína de uma carreira?
Ao pagar pelo pão, ela não conseguiu segurar as lágrimas. Quando chegou em casa, decidiu ligar a televisão e assistiu a uma matéria no Fantástico² com o trecho completo da sua fala que levou à sua demissão. Em seguida, apareceu um especialista em direito sobre racismo, que ressaltou o impacto que tais palavras fazem ao povo historicamente menosprezado.
A professora sentiu uma repulsa tão grande que vomitou tudo o que comeu em cima do sofá. Ela correu para o banheiro, deitou-se em posição fetal e sentiu a água caindo em seu corpo. Ela sabia que não havia escapatória. Durante as audiências e o julgamento, ela se sentiu julgada e condenada pela sociedade.
Ela viu os comentários no primeiro vídeo e ficou chocada com as reações das pessoas, de como podem ser tão cruéis com outras que jamais conheceram pessoalmente. Alguns desejavam que ela nunca tivesse nascido, enquanto outros a chamavam de racista. Até mesmo em seu perfil nas redes sociais, ela foi alvo de milhares de comentários insultuosos.
Para ela, havia apenas uma maneira de se salvar. Antes das disposições finais, o juiz lhe concedeu a palavra para falar. Ela disse que não se desculparia pelas palavras que disse, pois sua alma sempre foi branca e não havia nada que pudesse fazer para trazer paz aos ofendidos. Antes de terminar sua fala, a professora tirou um caco de vidro escondido em seu bolso e o enfiou profundamente em sua garganta.
Ela tentou ser reanimada, mas não resistiu aos ferimentos. Com sua morte, ela ratificou que todos temos a mesma cor.
INSPIRAÇÃO
A ideia central para esse texto pode ser observada logo embaixo. É
uma ideia antiga, basicamente foquei em casos de racismos que acontecem pelo Brasil, além deste tema, busquei trazer o contraponto da personagem por defender mesmo que indiretamente na opinião da mesma que não é racista mesmo corroborando em suas ações ou discurso. Enfim, caro leitor (a), espero
que sua leitura seja prazerosa!
Ps:
A imagem do conto foi criado por intermédio de uma IA, wombo.art,
digitei "robot that develops emotions after having an implanted chip and mental transfer during space travel" e obtive esse resultado.
REFERÊNCIAS
1 Inspirado no livro a Marca humana de um dos maiores escritores dos
EUA, Philip Roth, que aborda um caso semelhante. Inclusive nesta obra o
personagem principal também é docente universitário.
2. Quando um crime ou ato similar ganha muita repercussão no Brasil, é
desenvolvida uma matéria para contar com maiores detalhes todo domingo
durante a noite.
.jpg)
Que texto curto e valoroso. Ótima crítica às temáticas de segregação e preconceito.
ResponderExcluirUm texto repleto de ótimas reflexões!
ResponderExcluir