"O mistério gera curiosidade e a curiosidade é a base do desejo humano para compreender.'' - Neil Armstrong
Não fazia muito tempo que estava de pé, pois não tive uma boa noite de sono, mesmo assim deveria ir trabalhar ainda naquele dia, mas quando li o jornal, notei que hoje era feriado, ou seja, poderia tirar o dia para descansar. Enquanto bebia café, fui verificar minha correspondência, ainda mais sendo final do mês, pois não gosto de atrasar nenhuma conta. Quando cheguei lá me surpreendi, devido a uma caixa retangular, sem nenhuma informação nela, pequena, cerca de 15 centímetros por 20. Não estava esperando nada.
Inicialmente fiquei preocupado, pois, poderia ser uma bomba que enviaram para me matar, ainda mais por conta daquele cargo que assumi ao longo de anos de muito trabalho, é claro, julgo que fiz inimigos durante esse período. Pensei algo positivo, poderia ser algum presente de um amigo ou familiar distante, que para criar esse clima de tensão, pensou em não compartilhar nenhuma informação.
Balancei a caixa, se fosse o que imaginei já estaria em pedaços, ponto positivo para mim, eu acho. Escutei um zumbido se movendo por dentro, provavelmente quem enviou, deixou apenas algo que não ocupava todo o espaço, mesmo que não fosse uma grande caixa aparentava ser pesado, aproximei tanto o ouvido quando nariz, para analisar caso pudesse me responder mais algumas dúvidas, possuí um cheiro estranho, pois apresentou um aroma familiar, mas desconhecido naquele momento.
Revirando a caixa, caiu um pedaço de papel, que alguém havia gastado tempo fixando e pintando na coloração daquele objeto que se encontrava em cima da mesa da sala, abri o papel com enorme receio do que iria ler e curiosidade, senti um frio tomando minha espinha, quando notei evidências sobre minha vida particular, principalmente quando observei meu anel que tinha perdido, até realizei um boletim na polícia, todavia, jamais foi encontrado, nele existiam sinais de sangue, e uma durex no canto do papel com um pedaço de cabelo.
Respirei fundo. Finalmente tomei coragem para descobrir o que existia dentro, peguei uma faca, cortei a fita que selava. Com às duas mãos forcei a caixa para os lados, até que finalmente pude olhar e saciar minha curiosidade, meu coração batia forte, suava e meus braços tremiam. Encontrei outra caixa, ao abri-la, quase vomitei ali mesmo..., pois, tinha uma inscrição laranja: "Eu sei o que você FEZ'', todavia isso me deixou preocupado, o que realmente me abalou foi aquela língua e a mão de uma desconhecido (presumia ser de uma mulher pela cor das unhas).

Comentários
Postar um comentário