“Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo.’’ - Fernando Pessoa
INSPIRAÇÃO
Quando abri a caixa de perguntas no Instagram fiquei bastante surpreso
pelas indagações que recebi, e irei sanar todas ao longo do texto, um
fato que me chamou bastante atenção foi que muitos questionaram sobre um
tema em específico, mas antes de adentrar nele, acredito que seja
necessário relatar quando comecei a escrever de fato, pois para todo
escritor, é o momento de início para um novo mundo, dessa forma que será
apresentado tais questionamentos.
No final de 2014 me mudei para uma nova cidade, residia no residencial sítio do Gama, vivi grande parte da minha vida ali, ou seja, já tinha
grandes raízes naquele lugar em especial, dessa forma quando fomos para
Samambaia eu não gostava nada daqui a, pois imagina você na metade do ensino médio e ter que mudar de escola, cidade e afins. No início, não nego que (demorei) bastante para me adaptar ainda mais quando voltou as
aulas na nova escola, e uma das maneiras que me encontrei para me sentir
menos sozinho, foi por intermédio da escrita, desde então ela é um dos
meus refúgios aos dias difíceis ou aquele que você só quer desligar
do mundo de forma completa por algumas frações de horas. Acredito que
imagina que já estava criando minhas próprias histórias ou contos, digo
que pensou errado, porque inicialmente discorri sobre alguns dos antigos
“relacionamentos’’ que cheguei a ter na época, e foi lá que de forma
bastante lenta, mas crescente fui fazendo amizades que seriam as pessoas
que me ajudam no (comentário) sobre um determinado texto, ou até
mesmo me sugerem algumas ideias para serem abordadas.
Avançando
um pouco no tempo, não lembro em qual ano específico, mas acredito que
foi em 2016/2017 que comecei a escrever sobre fatos que nunca vivi,
usando a imaginação por meio dos livros, experiências, amizades, mas
principalmente as coisas que me inspiram para ter uma nova ideia para um
texto, são as seguintes: música (foco na playlist que utilizo durante
todo texto que elaboro, só variando dependendo do seu teor), livros (quem não lê, não escreve e vice-versa.... aprendi tal fato na
Faculdade, e com o mestre do Terror, Stephen King, na sua obra sobre a escrita, filmes que posso observar
como seria uma cena x ou y, e recriar algo similar ou até inspirado
nela como foi o caso do texto, Arranhões (em uma cena me inspirei no
filme o homem invisível - 2019) e por fim, sonhos, pode parecer loucura,
mas às vezes têm alguns sonhos muito sem sentido, irei relatar de
forma breve dois exemplos que já sonhei:
1 - Infelizmente
não me recordo bem do que sonhara, apenas de alguns fragmentos dele,
mas era relacionado a uma localidade desconhecida por mim, mas com
alguns familiares presentes, em seguida aparece a Ercila (começa a bater no meu braço para la apresenta), em seguida há uma
invasão alienígena na forma de insetos gigantes (com cerca de
uns 40 a 50 cm... Após isso lembro de apenas uma explosão final, e
despertei.
2
– Um dos últimos sonhos estranhos que tive, estava em uma casa que já é
familiar, pois já estive nela em outro devaneio, mas o norte nesse era
mais sombrio, nossa missão (a Ercila
também apareceu nesse) era conseguir de algum modo trazer de volta à
vida uma amiga que tinha falecido por causas desconhecidas, por esse
motivo seu corpo era mantido em lugar para ser conservado até
descobríssemos, e, ao mesmo tempo, examinava os olhares de uma cientista
examinado o microscópico, pois estava analisando uma possível bactéria que tirara a vida de um bebê de uma pequena cidade.
Como
percebeu, meus sonhos são bem distintos e alguns deles como viu, servem
como inspiração, pois no primeiro caso, até incluí no texto um dia de
reflexão.
O
sentimento e as emoções classificam que é o pilar para construir um bom
texto, pois tento ao máximo ser o mais fiel à realidade, dessa forma
dependendo do texto que elaboro, busco ser o protagonista para enxergar o
que faria naquele (situação) feliz, reflexão interna, tristeza, solidão
ou outras emoções. Mas claro que de forma indireta cito nos textos,
algumas experiências que mesmo sendo boas inicialmente no seu desfecho final não foi tanto, ou seja, elas que geralmente norteiam meus contos
e crônicas, às vezes até me inspiro em uma pessoa, ainda mais tratando
de textos que são românticos ou melancólico, dessa forma alguma amiga
minha já serviu como base uma vez ou até mais de forma direta, ou
indireta como é na maior parte dos casos, a pessoa irá se identificar
nesse trecho. Desse modo, as principais emoções que dominam no autor
quando escreve algo, inicialmente é o medo do desconhecido, pois não
sabe se irá terminar da forma que imagina ou terá outra ideia, e as que
servem bem como processo criativo são: felicidade, amor, saudades e tristeza... Funcionando como um remistura delas ao decorrer da escrita.
Além
disso, como citei anteriormente sobre o poder da leitura, ela é
fundamental não apenas para ler um livro x ou conhecer algo novo, mas
molda nossa cultura interna e nos deixa mais culta de forma lenta, mas
que no final, vale muito a pena. É impossível não citar esse exemplo:
durante a graduação de História, sempre me saia bem nas provas,
principalmente na parte subjetiva das questões por conta do meu hábito
de leitura, lia muitos livros (bem menos que atualmente), já cheguei a
ler seis livros em um mês, e há pessoas que falecem sem ler isso durante a
vida toda. Mas voltando ao assunto, mesmo de um assunto que
desconhecia, ligava os pontos, observando os pontos vitais que faria eu
conseguir nota e dessa forma tinha êxito. Há momentos que um livro em
particular pode te auxiliar em uma avaliação que fará no futuro, podendo
ser acadêmica, concurso ou escolar, passei por isso durante o quarto
semestre na matéria Baixa Idade Média, deveríamos escolher um tema
entre três, e optei pelo último que demandava do estudante dissertara respeito de:
3 – Peste Negra, deverá ser abordado no seu texto...
A- Como afetou a sociedade e economia da época?
B- Explique o surgimento do Purgatório.
Ao
terminar de ler os comandos da discursiva já sabia que essa seria minha
escolha, pois dois meses antes dessa prova, tinha lido um
livro chamado a grande mortandade que respondia todas os
questionamentos, por isso ressalto, a leitura te aperfeiçoa
como montar uma quebra-cabeça de mil peças, inicialmente pode ser algo
chato e você fica confuso, mas ao final ganha um prêmio que dinheiro não
compra, conhecimento e os outros benefícios já citados anteriormente,
por isso é recomendado inserir no seu cronograma, leitura de pelo menos
uma hora diária sobre qualquer livro que disponha, lembre-se fazendo
isso em menos de um mês terá uma enorme transformação interna.
Quando
desejo criar um conto, por exemplo, não elaboro rascunho do tema
pretendido, trabalho na mente as ideias que possuo sobre aquilo que será
abordado, utilizo geralmente a noite para relaxar antes de dormir,
escutar músicas e refletir sobre qual contexto irei guiar determinado
fragmento, até que o dia para ser aplicado na prática chega, nele abro as
músicas que me inspiram, e também o programa para escrever, inicialmente
minha grande dificuldade é como iniciar um texto, pois até me decidir
como será, é alterado até cinco vezes, pois acredito que um bom convite
faz com que o leitor goste e tenha interesse em mais leituras como
aquela que cativou sua atenção por completo. Observou que recentemente
introduzi a parte que me inspirou elaborar aquilo, pois percebo antes
das perguntas, talvez seja a maior dúvida de todas, como posso pegar uma
simples foto de uma moça com seu gato e transformar em conto de terror,
ou até mesmo utilizar uma música sertaneja para elaborar um texto
dramático sobre saudades de quem um dia já amou.
E
por fim trazer luz à última dúvida, acredito que minha motivação diária
é que hoje estou mais perto da vitória para aquilo que busca, pode
interpretar isso de forma genérica dentro da sua realidade, pois
acredito que mesmo tendo as melhores condições e afins, uma pessoa pode
optar não desejar estudar para concurso, para evitar quando acordo
me deparo com minha parede com a minha motivação diária, símbolos e
órgãos que é o meu sonho pertencer, é impossível dizer que isso vai te
dar forças até nos dias tensos, mas faz você olhar para esses eventos
como fonte de inspiração mesmo parecendo o contrário. Uma frase que
gosto muito é “Lembre-se você nasceu para brilhar”, ou seja, cada tem um
futuro brilhante e enorme pela frente, entretanto cabe apenas você
alcançar ele.






Gostei bastante desse texto.
ResponderExcluirÉ interessante entender o fazer literário de um escritor e todo o seu contexto biopsicossocial.������