Maio de 2010
Hoje me encontrei mais uma vez me sentindo melancólico enquanto estava perto de dormir, lembro que ainda não voltei ao trabalho, tive que pedir aquela bendita licença para me manter sã, porque ainda era atormentado em razão daquele maldito evento que ocorreu comigo no início desse ano.
Sinto-me um pouco melhor, mas não o suficiente como estava anteriormente, pensamentos sobre morte, suicídio entre essas coisas tomam muito a função da minha mente, as vezes penso que aquele remédio que o Psiquiatra me receitou, ainda não surtira o efeito esperado no meu corpo pois o que buscava reduzir com ele está longe de se obter o real êxito.
Quando deito para dormir, posso observar grande quantidade de bebida alcoólica em meu redor, atrelado à isso tenho a presunção que talvez almeje dar fim a minha vida, por conta de ao meu ver ser a única forma de trazer fim ao meu sentimento de infelicidade, a cada dia que se passa aumenta de forma progressiva.
Abril de 2010
A partir desse mês comecei a ver e escutar coisas estranhas em minha residência, ver objetos em lugares diferentes dos que eu recordava ter os colocado, e escutar uma voz bem estranha, mas ao mesmo tempo que me fazia lembrar daquela pessoa, mas não era possível ser dela!
Pois ela morrera naquele acidente bem grave, tenho sorte, eu acho de não ter ido junto, mesmo sendo algo que gostaria muitíssimo de ter me acometido, voltando ao relato da fala, estava no sofá lendo um livro de Edgar Allan Poe, quando primeiramente fui tomado por um frio oriundo de localidade desconhecida, pois não era possível haver corrente de vento, não havia nenhum ventilador, ar condicionado ou janela aberta na determinada ocasião, após isso olhei em volta não vi nada, mas sinto ter observado algo com um semblante escuro se movendo com uma rapidez desumana, mas sei lá, provavelmente estava ficando doido em relação a ter que ingerir remédios de tarja preta, não irei negar que nesse dia em questão, me senti verdadeiramente tomado por um medo que me ocasionou um arrepio gradativo em meus pelos do braço e um frio na minha nuca, até que ouvi uma voz idêntica ao da minha ex-namorada dizendo:
- Querido, venha dormir, já está tarde!
Após esse fato, fui tomado por tal pensamento de loucura, deixei o livro sobre a mesa, peguei um copo que continha vodca acima da mesa, o acompanhei aos meus lábios, que devido ao contexto dos eventos, se encontrava seco, senti o líquido tocar minha boca e descer queimando, após isso finalmente tomei coragem e fui em direção ao quarto, estranhamente, nada encontrei lá, senti-me perdido e com dúvidas.
Junho de 2010
“Isso não é justo, eu encontrei o amor”
Há alguns meses, em Janeiro desse ano, conheci uma garota extremamente incrível e compartilhava mesmos gostos e sonhos que a gente almejava junto, ela era bastante bonita, possui-a cabelo liso, detinha uma pele branca, e uma tatuagem ante braço, ela estudava administração, então no dia 05 de Fevereiro começamos a se relacionar, tudo corria bem e perfeito, como em algumas obras de romance ( que sempre começavam com “ Era uma vez ‘’) e também os filmes de romance que Hollywood que retrata bem tal aspecto, contudo, o que é bom pode mudar da noite para o dia, e foi assim que procedeu na noite do dia 20 de Fevereiro decidimos ir em um evento de alguns amigos, eram 500 KM de distância, então saímos durante a noite para chegarmos bem cedo lá, as 23H partimos rumo para essa ocasião, contudo, quando estava no meio do caminho, estava sentindo o carro meio estranho pois as vezes o volante trepidava ou puxava para um dos lados de forma aleatória, até que após fazer uma curva, em decorrência da má sinalização já cai de cara com um outro motorista tentando fazer a travessia na vinha contrária, e isso já foi o motivo para dar fim ao que tanto sonhava quando era jovem, puxei violentamente o volante para tirar o carro da colisão prevista, e também para meu azar vinha uma caminhonete com alta velocidade, pois era 80 KM, tudo o que tenho em minhas memórias antes do choque, é aquela luz forte se aproximando, me senti sem meios para evitar tal desastre, uma infelicidade me tomou na hora, diante disso já previa o pior, e escutei o último grito da minha namorada e boom, apaguei por longos minutos.
Ao acordar antes de apagar novamente, me vi preso nas ferragens, e vi minha namorada imóvel ao meu lado, de forma imóvel, tentei gritar seu nome com meu último suspiro ( assim eu pensava ), ambos situávamos preso ao cinto de segurança, tentei tocar nela, ainda estava quente, estava com minha perna em uma dor estridente e difícil descreve-la, vi ela abrir os olhos, e rapidamente ser tomada pelo terror de como se encontrava, tentara sorrir, mas saia sangue da sua boca, referente à essa evidência previ que ela provavelmente tenha sofrido hemorragia interna, e como estava fraco apaguei por completo ao seguir dos fatos narrados acima.
Acordei apenas dois dias seguintes, estava bastante avariado, tinha quebrado a perna em pedaços, pelo choque da batida, tinha também 3 costelas, e minha mão esquerda havia saído do lugar, me encontrava em uma cama hospitalar com o médico com uma prancheta em sua mão, até que se aproximou de mim e me falou:
- Sinto lhe informar jovem, que a moça que estava com você em seu carro não resistiu aos ferimentos e morrera na noite anterior.
Ao ouvir tais palavras, fui tomado por um ódio ardente, e ao mesmo tristeza e infelicidade, essas outras duas, foram o que me dominam até os dias de hoje, em virtude disso fiquei gradativamente frio, mas sinto que não devo omitir, que desde aquele dia nunca fui mais o mesmo, sobre aquele namoro que estava em curso e terminou de forma inesperada, ‘’conheci o amor uma vez uma vez e nunca fui mais o mesmo ‘’.
Fui tomado por muitas lágrimas, que pingavam como em uma sinfonia do meu rosto em direção à única lembrança de como era minha namorada, a primeira foto que carregava sempre comigo, e haviam deixado lá para minha pessoa.
Julho de 2010
A tristeza me dominou de um jeito inexplicável, antes era sempre alegre, e hoje nem mais sorria, não sei também se era porque achava atraído por músicas tristes e melancólicas, que para mim falavam tanto sobre o que estava passando, até fui afastado do meu trabalho até me recuperar completamente.
Descobri ao ir ao psicólogo que tal evento, desenvolveu em minha uma profunda depressão que corria meus últimos belos sentimentos e emoções do meu coração, me afundei nas bebidas e era raro me encontrar sóbrio em muitos casos, tentei ir em grupos de ajuda para essa finalidade, mas não me sentia à vontade de fato, e sempre quando ia relatar minhas experiências ou “ tentativa de progresso ‘’, reparava que as outras pessoas sentiam-se horrorizadas pelos fatos que vivenciei, ou continuavam incrédulas quando as vezes citava as partes sobrenaturais que estavam em seu primórdio, mas que iria tomar um rumo totalmente diferente e absurdo, percebia nos rostos dele que sentiam pena de mim, mas não gostava disso, até que deixei de comparecer nas reuniões toda sexta.
Dia 15 desse mês, fui dormir, mas acordei as 3h da madrugada devido a um barulho muito estranho, ao abrir meus olhos, senti novamente com aquela sensação desde que a primeira vez que vi aquela sombra escura, comecei a ser tomado pelo medo, e senti um cheiro horrível, era bastante insuportável, levantei da cama, e ele era oriundo do meu armário onde ficava minhas roupas, achei estranho o por que ser ali, até que ao tentar abrir a porta havia algo estranho, pois era como se alguma coisa por dentro estivesse impedindo eu de abri-la, o medo foi ganhando mais força, ao tentar pegar algum objeto para abrir esse objeto com força, olhei rapidamente para um espelho, que ficava no canto do quarto e nele existia uma trilha intrigante, olhei para meus pés, e vi algo que me deixou sem palavras, eram gotas de sangue que saiam do meu banheiro e levavam diretamente para aquele armário.
Ao capitular as provas como um Sherlock Holmes contemporâneo, vi que algumas gotas de sangue eram maiores, e nela formavam-se um pé, mas ao visualizar isso percebi que provavelmente seria de mulher pois eram bem pequenos ou de uma criança, e finalmente achei uma vassoura para pode arromba-lo, fui em sua direção com receio do que iria encontrar ali, forcei e fez um barulho, pelo jeito da porta, parecia que tratava de algum peso contra a porta, e ao abrir fiquei totalmente horrorizado com a cena que meus olhos deslumbravam, tal espanto fez eu me gelar completamente, ali dentro do armário estava minha namorada, ela mesmo, que havia morrido naquele acidente.
- Como poderia estar aqui ? Quem te trouxe ? Como não ouvi nenhum barulho ? Qual origem daquele sangue ? Haveria alguma relação dela com a sombra negra ?
Era realmente difícil de crer no que olhava, pois me recordo de ver a enterrando dentro de um caixão, em uma cova de um metro e meio de profundidade, cobrir com muita areia novamente, estava totalmente imóvel, ao meu espanto não apresentava grandes traços de decomposição, ao me aproximar novamente para ela, temendo o pior, usei minhas mãos para ver seu rosto, porque se encontrava em tipo sentada com o cabelo tampando o rosto, ao fazer tal fato vi que seu rosto era como o vi pela última vez, e ao me aproximar senti ela virar rapidamente seu rosto para mim, seus olhos aumentarem um pouco, e aquela mão gelada agarrar ao meu pulso bem forte.
Gritei bem alto, por conta disso acordei, e para minha sorte, tinha sido apenas um sonho, nada mais do que isso, mas havia algo diferente no meu quarto algo atrás da porta, algumas roupas de mulher, semelhantes aquela do sonho, ao olhar em direção a isso tal sombra, ela calmamente se aproximou de mim, fui tomado por um horror e sensação repugnante ao que observei, e não sabia como me defender de tal coisa.
Gabriel Machado Saccilotto Freitas - 19/08/2018
INSPIRAÇÃO
Para criar esse conto me inspirei em filmes americanos de terror e japoneses, principalmente o Grito e Espíritos você não está sozinho. Além de tais referências, tentei ao máximo demonstrar ao leitor uma pessoa que não está em seu estado perfeito por essa razão começa a ver coisas em sua cabeça, mas que as vezes vão além da sua imaginação, é inavegável suprimir as obras que me incentivaram: Eu sou a Lenda - Richard Matheson, O Corvo - Edgar Allan Poe, Lovecraft e o mestre do horror, Stephen King.
Ps: Terror é o meu gênero literário favorito!

Amei o texto
ResponderExcluirAdorei ! Durante a leitura é possível sentir a angústia do personagem ,muito imersivo.
ResponderExcluirParabéns pelo texto!
ResponderExcluirBastante introspectivo
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