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DIA DE SORTE

''A sorte não existe. Aquilo a que chamas sorte é o cuidado com os pormenores.'' Winston Churchill


    João vivia uma vida aparentemente comum, mas havia algo peculiar sobre ele: a sorte sempre o protegia, afastando a morte de seu caminho de forma tão mirabolante que beirava o cômico. Ele não sabia o porquê, mas, de alguma forma, parecia que o universo tinha um contrato secreto com ele, garantindo que, por mais perigosas ou absurdas que fossem as situações, João sempre sairia ileso.

    Certa manhã, acordou atrasado para o trabalho. Correu para o banheiro, escovou os dentes em um ritmo frenético, mas, ao sair, tropeçou na quina da porta. Despencou em direção ao chão, mas, num piscar de olhos, um dos chinelos que ele havia jogado descuidadamente no chão durante a noite amorteceu a queda de sua cabeça, fazendo-o desviar por centímetros de bater com força no piso.

    "Ufa, essa foi por pouco", pensou, sem dar muita importância, já acostumado com esses pequenos "milagres" diários.

    Na pressa, nem se deu ao trabalho de verificar se o gás estava fechado. No momento em que saiu pela porta, um cheiro de gás começou a se espalhar pela casa. Se ele tivesse esperado mais alguns segundos, uma faísca de um interruptor teria causado uma explosão. Mas, por sorte, já estava descendo as escadas quando isso poderia ter acontecido. O vizinho do andar de baixo, coincidentemente um bombeiro de folga, sentiu o cheiro e logo controlou a situação, salvando a vida de João, sem que ele sequer imaginasse o perigo que havia corrido.

    Ao atravessar a rua, estava tão absorto em seus pensamentos que nem percebeu o caminhão de carga que vinha a toda velocidade em sua direção. Porém, naquele exato momento, um pombo empoleirado em um fio soltou um 'presente' que caiu diretamente em sua cabeça, fazendo-o parar abruptamente e, assim, evitar ser atropelado. O motorista do caminhão freou bruscamente, buzinando furiosamente enquanto passava. João, ainda atordoado com a sorte suja, nem se deu conta do quão perto esteve de um fim trágico.

    Chegando ao trabalho, ele foi surpreendido por um comunicado urgente: o prédio estava passando por uma inspeção estrutural e todos precisariam sair imediatamente. Um abalo na fundação havia sido detectado, e o edifício poderia desmoronar a qualquer momento. saiu com seus colegas, tranquilamente, sem saber que a cadeira na qual ele sempre se sentava estava prestes a ser esmagada por uma enorme viga solta.

    Durante o almoço, foi até um restaurante novo que acabara de abrir na cidade. O local estava lotado, e se acomodou em uma mesa no canto. Mal sabia ele que a cozinha do restaurante tinha uma falha elétrica severa. Um curto-circuito ocorreu, gerando um pequeno incêndio. No entanto, justo naquele momento, um garçom desastrado, carregando um grande balde de água, tropeçou e derramou tudo no fogo, apagando-o antes que se espalhasse. João, distraído com o cardápio, apenas percebeu a confusão quando os outros clientes começaram a aplaudir o garçom, que apenas se desculpava constrangido.

    Ao final do dia, já em casa, decidiu relaxar assistindo televisão. Durante o noticiário, houve uma pane no sistema elétrico do prédio e todas as luzes se apagaram, ainda no sofá, sentiu algo estranho e decidiu se levantar para verificar o que estava acontecendo. Quando saiu da sala, um raio, vindo de uma tempestade repentina, acertou a antena do prédio, causando uma descarga elétrica que queimou todos os aparelhos na sala. só ficou sabendo da destruição ao acender a luz do corredor e ver a fumaça saindo da TV.

    Assim era a vida de João, uma sequência de quase-acidentes, de mortes evitadas por um triz, e de sorte inexplicável. Ele continuava seu dia a dia, ignorando que, em cada esquina, a morte tentava, com humor macabro, encontrá-lo. E, em cada esquina, o destino, com um sorriso irônico, dizia “não hoje”. João não sabia por quanto tempo essa sorte duraria, mas, até lá, ele seguiria sua vida simples, sem jamais perceber que era o protagonista de uma comédia cósmica onde o azar e a sorte travavam uma batalha diária.
 
 

INSPIRAÇÃO

 

  A ideia central para esse texto pode ser observada logo embaixo. É uma ideia nova, imagine um homem comum com uma habilidade extraordinária: a sorte inabalável que o protege da morte. No seu dia a dia, diversas situações perigosas surgem, tentando ceifar sua vida de maneiras absurdas e inesperadas. No entanto, ele sempre escapa ileso, como se estivesse vivendo em uma comédia de erros onde o destino e o azar se enfrentam em um jogo constante. Enfim, caro leitor (a), espero que sua leitura seja prazerosa!

 

Ps: A imagem do conto foi criado por intermédio de uma IA, BING AI, digitei "um homem ganhando na loteria enquanto a morte tenta ceifar sua vida sem sucesso." e obtive esse resultado.     

 




 

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