“Quem, sendo amado, é pobre?” - Oscar Wilde
Nas profundezas ocultas das montanhas ancestrais, onde os ventos sibilavam canções de espíritos errantes e as árvores ancestrais murmuravam segredos de eras esquecidas, duas almas predestinadas a entrelaçar seus destinos se encontraram. A jovem Samara, com seus cabelos negros e ondulados que pareciam tecer a escuridão do cosmos, portava o dom da telepatia, uma bênção enlaçada com a maldição do isolamento. Seus olhos castanhos, abismos cintilantes que rivalizavam com a vastidão do céu noturno, espelhavam a gravidade de sua peregrinação e a fervorosa busca por refúgio.
A seu lado, Gabriel, um homem de mechas sombrias que lhe emolduravam o rosto, ocultando os olhares inquisidores que observavam o mundo mediante lentes espessas. Seu saber era imenso, rivalizando com as bibliotecas que ele tanto estimava, mas sua verdadeira potência jazia na resolução de seu espírito, firme frente ao abismo do desconhecido. Juntos, eles se aventuraram na luta contra as entidades tenebrosas que lhes assombravam, cada qual empregando suas capacidades singulares no confronto que se avizinhava. A moça, com sua percepção aguçada das maravilhas e horrores da existência, desvelava os enigmas das entidades que rondavam nas penumbras. Por sua vez, o homem se aprofundava nos mistérios da história e da arqueologia, exumando segredos ancestrais que poderiam ser o segredo para sua redenção. O embate era selvagem e árduo, cada instante desafiando os confins de sua bravura e resolução. Contudo, em meio à obscuridade que ameaçava engolfá-los, emergia algo mais vigoroso que o próprio temor: o amor. Um amor que ultrapassava os limites temporais e espaciais, entrelaçando suas essências numa trama de esperança e vigor. E assim, com os corações amalgamados e as mentes concentradas, eles enfrentaram as hostes malignas em um duelo épico que ressoaria através das eras. E quando, por fim, as trevas se esvaíram e a claridade reacendeu nas montanhas, foi o amor entre eles que prevaleceu, um fulgor resplandecente que iluminava até os recantos mais sombrios do espírito humano.
INSPIRAÇÃO
A ideia central para esse texto pode ser observada logo embaixo. Criei o conto como presente de aniversário da minha namorada. Grato pela pessoa que me inspirou na
escrita deste texto, minha musa, Samara, a eterna dona do meu coração e
amor recíproco. Enfim, caro leitor (a), espero
que sua leitura seja prazerosa!
Carta realizada para celebrar os 41 meses de namoro!
Adorei as palavras,meu amor! Todo dia agradeço a Deus pela dádiva do nosso amor.
ResponderExcluirLindo texto .
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