''O terror dá asas aos pés.''
A noite caía pesada sobre a fazenda, envolta em um manto de chuva intensa que martelava o telhado do celeiro. O fazendeiro, cuja preocupação com o gado o levou a verificar os animais mesmo sob condições adversas, seguiu pela escuridão até o celeiro, sua lanterna cortando a penumbra. Uma luz bizarra roxa dançava nas frestas das tábuas, indicando algo fora do comum.
Ao empurrar as pesadas portas do celeiro, uma cena macabra se desenrolou diante dos olhos do fazendeiro. Uma criatura maquiavélica, grotesca e indescritível, repousava no centro do celeiro. Suas formas distorcidas e anormalidades anatômicas deixavam o atônito, mal conseguindo processar a aberração à sua frente.
Entre os restos despedaçados de um cavalo e a carniça ensanguentada, a criatura estava envolta em uma aura sombria. Olhos que pareciam portais para o inferno olhavam fixamente para ele, enquanto tentáculos se contorciam em todas as direções. Era uma visão que desafiava a lógica e fazia a mente do fazendeiro tremer.
O ar ficou pesado e o velho, incapaz de conter o horror que o consumia, lançou-se para trás, caindo de joelhos na lama encharcada. O vômito escapou de sua garganta, misturando-se com a chuva que castigava seu rosto. O terror era tão palpável que a própria natureza parecia chorar a presença maligna que agora residia em sua propriedade.
Em seguida recuperar-se minimamente, sentiu uma determinação crescente. Com uma espingarda em mãos, ele sabia que a única maneira de salvar sua fazenda e sua comunidade era eliminar essa aberração. O som do disparo cortou a noite, seguido por um grito de agonia da criatura.
Ao amanhecer, o celeiro estava em silêncio, a luz roxa dissipada. O fazendeiro permanecia ali, exausto e traumatizado, mas sabendo haverem feito o que precisava ser feito para proteger seu lar. Contudo, a cidade não tardou a ser abalada por notícias de um crime bárbaro. A arma do crime estava lá, mas o autor, como a criatura, permanecia nas sombras.
Na sala da fazenda, sobre a mesa, encontravam-se vestígios de uma noite infernal. Cervejas vazias e uma caixa do remédio Sigmasporin¹ sugeriam uma luta contra algo inominável. A comunidade, desconhecendo o verdadeiro horror que havia assolado o fazendeiro, era deixada a imaginar o que poderia ter acontecido naquela noite sombria.
INSPIRAÇÃO
Ps: A imagem do conto foi criado por intermédio de uma IA, SEAART AI, digitei "create realistic image of a old farmer holding a shotgun with suspenseful look at the open barn horror like movie blood, signs of blood on the door and a trail. Mare like more horror and suspenses, cover at horror movie alien " e obtive esse resultado.
1. Previne a rejeição de órgãos transplantados bloqueando o desenvolvimento de células especiais que normalmente atacariam o tecido transplantado, entretanto, um dos efeitos colaterais é alucinação.
2. "O Enigma do Outro Mundo" é um filme de ficção científica lançado em 1982, dirigido por John Carpenter. A trama acompanha uma equipe de pesquisadores na Antártica que descobre uma forma de vida alienígena capaz de imitar seres humanos. Conforme a paranoia se instala entre os membros da expedição, eles lutam para identificar quem é o alienígena disfarçado, resultando em um suspense intenso e cenas memoráveis de horror.
3. "A Cor que Caiu do Céu" é um conto de horror cósmico escrito por H.P. Lovecraft e publicado em 1927. A história é narrada por um homem que investiga os eventos estranhos ocorridos em uma fazenda em Arkham, Massachusetts. Um meteorito cai na propriedade, trazendo consigo uma cor indescritível e alienígena que não faz parte do espectro visível. Essa cor começa a afetar o solo, a água e a vegetação, causando transformações assustadoras na natureza ao redor. À medida que a cor se espalha, ela também tem impactos terríveis nas mentes e corpos dos habitantes locais, desencadeando horrores cósmicos e alterando a realidade de forma perturbadora. O conto é uma representação clássica do estilo Lovecraftiano, explorando a insignificância da humanidade diante do desconhecido e dos terrores cósmicos.

Adorei bastante envolvente.Ótimo texto,amor.
ResponderExcluirÉ possível sentir a tensão e o horror do personagem!
ResponderExcluirUm pequeno texto, mas uma leitura fascinante e instigante.
O trecho cria uma atmosfera assustadora e perturbadora na descrição do encontro do fazendeiro com uma criatura grotesca e maquiavélica. A escolha das palavras e das imagens sugere um clima de terror e suspense.
ResponderExcluirA utilização de elementos como a noite escura, a chuva intensa e a lanterna cortando a penumbra contribui para criar um cenário sombrio e desconfortável. A descrição da criatura como algo indescritível e com formas distorcidas e anormalidades anatômicas evoca imagens perturbadoras.
A cena em si, com a criatura repousando no centro do celeiro, rodeada por restos de um cavalo e carniça ensanguentada, reforça a atmosfera macabra e intensifica a sensação de horror.
O trecho também utiliza a referência à citação de Virgílio para reforçar a ideia de que o terror impulsiona o fazendeiro a enfrentar essa situação perturbadora, mesmo estando ciente dos perigos que enfrenta.
Em suma, o texto cria uma sensação de tensão e temor por meio de uma descrição detalhada e imagética, levando o leitor a se envolver emocionalmente com a cena descrita.