"O amor é uma luz que não deixa escurecer a vida.'' - Camilo Castelo Branco
Chovia muito, o mar estava revolto, escutava gritos incessantes do capitão orientando o que todos deveríamos fazer, determinado que um puxasse a corda, conduzisse o barco a estibordo, ressaltando para que todos permanecem próximo ao mastro, pois com muitos anos de experiência, afirmou que já observou muitos membros da tripulação serem sugados pela grande força das ondas e ventos, quem diga ter avistado uma criatura no oculto.
O medo tomava conta de mim, ainda mais quando algo chocou contra o navio, todos tiveram que se segurar em um objeto fixo, infelizmente perdemos cerca de dez bons homens. Homens mais religiosos de uma tribo nativa do local, diziam havermos profanado a uma entidade, por essa razão estávamos passando por tal odisseia. Estranho, pensei, pois, foi a primeira vez que ouvi uma voz na cabeça, não existia nenhuma mulher nas proximidades, ou seriam as sereias? Apenas disse: “Siga o FAROL, o FAROL, é a sua SALVAÇÃO!’’. Tal fato para o capitão, um senhor, na idade dos sessenta anos, gordo, autoritário, branco com cicatrizes de brigas que se meteu; irônico seria comentar que o seu primo, de um navio exuberante de pesca, foi vítima de um cachalote branco, seu nome era Ahab.
Uma forte chuva tomou conta do navio, ondas monumentais quase o fez em pedaços, igual quando damos algo para o cachorro morder, solta apenas quando sobram fragmentos e há aqueles que ainda comem. Raios caiam aos montes, nem tinha sono mais, mesmo quase nem dormindo nada naquela madrugada, julgo que o receio de morrer fazia com que o meu corpo entrasse no modo segurança.
Todos escutamos barulhos na água, como se fossem barcos pequenos, todos correram para olhar, não avistamos nada, o medo psicológico estava de forma gradativa ganhando a mente dos homens, todos falavam ter visto um vulto, todavia, seria tudo aquilo fruto da imaginação de homens famintos ou realmente parte de uma realidade desconhecida da Terra?
O capitão finalmente avistou indícios de uma luz na ponta de uma ilha deserta, seria aquilo o Farol? Em um piscar de olhos, uma escuridão tomou conta do navio, era uma névoa densa, ouviam-se gritos de horror e dor dentro dela, corri para a sala do capitão, e apaguei em um sono profundo, quando recobrei a consciência, estava tudo nítido novamente, muitos corpos, nenhum com vida, respirei mais tenso que o normal. Agora era nítido avistar a luz do farol com clareza, e não estava longe, para o meu azar, o transporte fui avariado, escutava barulho de água tomando conta do interior e cada vez mais baixo, corri para soltar o barco, escutei barulho de passos, fui tão rápido que pulei junto e soltei com meu sabre.
Pude avistar olhos me olhando, nenhum aparentava sinal de vida, eram todos vermelhos com um olhar frio que me fitavam enquanto tentava viver, temi pela minha vida, pois começou a esquentar muita a água, cheguei na Terra, escutei novamente a voz se tornando mais clara, era oriunda de uma mulher jovem, olhei para baixo e avistei seres que poderiam ser uma criação do Dr. Frankenstein, onde deveria ter braços tinha cabeça, e corriam rápido pelo jeito, sentiam o meu cheiro, comecei a suar mais que antes, até que cheguei na porta, um luz forte quase me cegou, fechei os olhos, com muito esforço consegui romper a maçaneta e abrir a porta de ferro.
Aproveitei para selar a porta, dessa forma caso um dia entrassem seria delongado muito tempo e esforço, até que vi a luz, apaguei, quando a vi novamente, coloquei uma das mãos no rosto para evitar o contato, estava deitado em uma cama de Hospital, com um doutor me examinando com um otoscópio e agora estava bem, e a minha esposa, Samara, sua voz que ouvi. Estive “morto’’ por cerca de 5 dias em coma, ela sempre falava comigo, então, será que aquilo que avistei seria o inferno ou purgatório? Deveria, reler Dante para confirmar minha hipótese, agora estava totalmente segura dos anseios ao lado da minha amada.
O medo tomava conta de mim, ainda mais quando algo chocou contra o navio, todos tiveram que se segurar em um objeto fixo, infelizmente perdemos cerca de dez bons homens. Homens mais religiosos de uma tribo nativa do local, diziam havermos profanado a uma entidade, por essa razão estávamos passando por tal odisseia. Estranho, pensei, pois, foi a primeira vez que ouvi uma voz na cabeça, não existia nenhuma mulher nas proximidades, ou seriam as sereias? Apenas disse: “Siga o FAROL, o FAROL, é a sua SALVAÇÃO!’’. Tal fato para o capitão, um senhor, na idade dos sessenta anos, gordo, autoritário, branco com cicatrizes de brigas que se meteu; irônico seria comentar que o seu primo, de um navio exuberante de pesca, foi vítima de um cachalote branco, seu nome era Ahab.
Uma forte chuva tomou conta do navio, ondas monumentais quase o fez em pedaços, igual quando damos algo para o cachorro morder, solta apenas quando sobram fragmentos e há aqueles que ainda comem. Raios caiam aos montes, nem tinha sono mais, mesmo quase nem dormindo nada naquela madrugada, julgo que o receio de morrer fazia com que o meu corpo entrasse no modo segurança.
Todos escutamos barulhos na água, como se fossem barcos pequenos, todos correram para olhar, não avistamos nada, o medo psicológico estava de forma gradativa ganhando a mente dos homens, todos falavam ter visto um vulto, todavia, seria tudo aquilo fruto da imaginação de homens famintos ou realmente parte de uma realidade desconhecida da Terra?
O capitão finalmente avistou indícios de uma luz na ponta de uma ilha deserta, seria aquilo o Farol? Em um piscar de olhos, uma escuridão tomou conta do navio, era uma névoa densa, ouviam-se gritos de horror e dor dentro dela, corri para a sala do capitão, e apaguei em um sono profundo, quando recobrei a consciência, estava tudo nítido novamente, muitos corpos, nenhum com vida, respirei mais tenso que o normal. Agora era nítido avistar a luz do farol com clareza, e não estava longe, para o meu azar, o transporte fui avariado, escutava barulho de água tomando conta do interior e cada vez mais baixo, corri para soltar o barco, escutei barulho de passos, fui tão rápido que pulei junto e soltei com meu sabre.
Pude avistar olhos me olhando, nenhum aparentava sinal de vida, eram todos vermelhos com um olhar frio que me fitavam enquanto tentava viver, temi pela minha vida, pois começou a esquentar muita a água, cheguei na Terra, escutei novamente a voz se tornando mais clara, era oriunda de uma mulher jovem, olhei para baixo e avistei seres que poderiam ser uma criação do Dr. Frankenstein, onde deveria ter braços tinha cabeça, e corriam rápido pelo jeito, sentiam o meu cheiro, comecei a suar mais que antes, até que cheguei na porta, um luz forte quase me cegou, fechei os olhos, com muito esforço consegui romper a maçaneta e abrir a porta de ferro.
Aproveitei para selar a porta, dessa forma caso um dia entrassem seria delongado muito tempo e esforço, até que vi a luz, apaguei, quando a vi novamente, coloquei uma das mãos no rosto para evitar o contato, estava deitado em uma cama de Hospital, com um doutor me examinando com um otoscópio e agora estava bem, e a minha esposa, Samara, sua voz que ouvi. Estive “morto’’ por cerca de 5 dias em coma, ela sempre falava comigo, então, será que aquilo que avistei seria o inferno ou purgatório? Deveria, reler Dante para confirmar minha hipótese, agora estava totalmente segura dos anseios ao lado da minha amada.
INSPIRAÇÃO
A ideia central para esse texto pode ser observada logo embaixo. Desde quando li a obra Moby Dick, fiquei interessado em abordar um texto sobre um barco que afunda, além disso, frisei para abordar que o farol que o personagem vê, não passa do objeto utilizado pelo médico com o paciente em "coma', e não sendo nenhum mistério, o Farol é usado como salvação e guia para os marinheiros, por essa razão trabalhei na referência de escutar a voz da amada falando para seguir a luz, pois ela me orienta. Enfim, caro leitor (a), espero
que sua leitura seja prazerosa!
Uma emoção sempre ler esse texto.
ResponderExcluirO impacto passou e a emoção de ser privilegiada por esse conto ,ainda me contagia.