"Só os mortos conhecem o fim da guerra.'' - Douglas MacArthur
Era uma noite com céu claro, estava com meu outro amigo que servia comigo perto da fronteira Turca, estávamos ao caminho de casa, mais cerca de poucos metros da nossa base, entretanto enquanto corríamos, pude ouvir conversa do inimigo, cada vez mais perto de nós, e aquele temor me tomando por completo, até que disse ao meu amigo, - melhor evitarmos trocas de tiros, aproveitamos para correr o mais rápido que puder.
Foi apenas uma fração de segundos, até que ouvi o inimigo falar com mais intensidade como quando observamos o rival e começamos a debater sobre qual será a tática utilizada, ouvimos três tiros, após isso senti um ardor na região do peito, além disso, caí com tudo no chão, pela minha "sorte'' tive o privilégio de ter apagado temporariamente em um buraco de artilharia, como fiquei imóvel, o inimigo pensava que havia me matado, até eu naquele momento, apenas recordo do último grito que dei:
- DIMITRI, BUSQUE AJUDA O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL!
Pude observar e ouvir enquanto ele se distanciava, e sua figura se tornava apenas um objeto desconhecido ao olho nu, apenas enxergava um borrão colorido. Sentia uma dor terrível, e claro o medo de ser ceifado, ainda mais que seria meu penúltimo dia aqui, até que finalmente apaguei no sono.
Acordei no Hospital de Campanha, vi que meu amigo não recebeu nenhum ferimento, apenas eu tinha sido o "azarado daquele dia'', percebendo pelo que o médico me revelou meu quadro não era nada bom, porque um ferimento está inflamando, outro vai cicatrizando e talvez a terceira até cause a minha morte (por ter perdido muito sangue).
Engraçado pensar enquanto estou aqui no ''inferno'', minha esposa está na tranquilidade das atividades do lar e cuidando dos nossos filhos, aguardam ansiosamente o meu retorno. Finalmente após observar com os olhos abertos o que o médico me revelou de fato, e olhar para as consequências dos tiros, solicitei para a enfermeira um pedaço de papel em branco, pois assim seria possível elaborar um texto, escrevi para minha família; meu pai vai ler e minha mãe desconhece que o seu apreciado filho perdeu o braço direito, esse ferimento provavelmente trará fim na minha existência.
Poucos dias após o fato narrado acima, meus familiares receberam o telegrama e "carta'' que pude elaborar em meus enquanto meus dias estavam contados. Como deixei a minha casa, meus filhos tinham boas lembranças sobre mim, será inevitável o dia quando estiverem crescidos, irão indagar para a sua mãe, cadê nosso querido pai? Ela vai se virar, se agachar e dizer em lágrimas:
- Ele morreu na guerra Turca.
INSPIRAÇÃO
A ideia central para esse texto pode ser observada logo embaixo. Esse texto foi elaborado por duas razões, a primeira que o autor tinha o desejo de escrever um texto sobre "relatos de guerra'', e a principal é essa música que usei como base para criar o conto. Enfim, caro leitor (a), espero
que sua leitura seja prazerosa!Ps: Quem me conhece a mais tempo, sabe que sou fascinado por guerras!
13 de julho de 2020

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