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Independência dos EUA – Exército Continental


INTRODUÇÃO 

O presente trabalho tem a função de trazer informações pertinentes à participação, desenvolvimento e criação do Exército Continental e a utilização de Milícia para os embates militares entre Metrópole e Colônia.  
Além disso, constará acerca das características desse grupo, e quais formas seus principais obstáculos para lutar contra uma das Nações mais avançadas militarmente daquela época em questão. 
E quais fatores foram propícios para que tenham tido êxito nessa empreitada de âmbito militar e de forte resistência contra a autoridade inglesa em terras americanas, ou seja, impor algo quando não há representação… como diz no famoso Slogan usado nesse período “no taxation without representation ‘’, tornando uma das formas de protesto contra os ingleses. 
Enfim vamos examinar de forma histórica com um olhar profunda, e dessa forma compreender melhor os aspectos militares utilizados pelos colonos em suas lutas contra casacas vermelhas
 
 
 
Chamado às Armas: Esse pôster encorajava os homens para ingressar no Exército Continental para lutar contra o “inimigo hostil conhecido como estrangeiro’’ A chamada final é “Deus salve os Estados Unidos ‘’.  p. 65 (American War Of Independence a Visual History - DK) 

1.1 Pré-Conflito  

É importante ressaltar uma breve explanação das razões que fizeram os EUA ingressarem em um conflito contra a Inglaterra nesse período, pois como sabemos para tal Nação, quando pessoas realizaram esse fato, deixou que desenvolvessem de forma livre, e essa Colônia de forma progressiva foi evoluindo em diversas áreas, população, crescimento das cidades, primórdio da industrialização, ou seja, quem morava lá vivia fora do controle e a gerência do Estado Inglês como ocorria em seus vizinhos próximos por intermédio das Metrópoles da Península Ibérica.  
 Entretanto, após um conflito que a Inglaterra mesmo tendo saído vitoriosa contra a França teve altos custos com essa guerra, e esse foi um dos motivos para pôr os olhos novamente na sua colônia que há muito tempo havia sido esquecida, e começaram tentando alterar sua própria economia, através de taxações que atingia de forma negativa grande parcela da população e principalmente no sentido econômico, e por essa razão começou a ser desenvolvimento um pensamento contra tais atos ingleses. 
Em razão disso, em curto tempo já estavam em situação beligerante, e isso seria um dos importantes fatores para criar esse exército americano, e desse modo ter algo para ser possível enfrentar o inglês de igual para igual. 
Mas tudo teve início de fato, através da restrição britânica para aquisição de Chá, e desse modo os colonos invadiram alguns navios fantasiados como indígenas e jogaram esse produto ao mar, ficando conhecida como a Festa do Chá ocorrendo em Boston, em razão disso o outro lado também passou a não possuir mais olhos de forma “positiva ‘’ dos colonos. 
  
1.2. INIMIGO ‘’SUPERIOR” 

A Inglaterra no século XVIII era uma das Nações mais desenvolvidas militarmente, que possuía um exército que detinha muita experiência em combate devido à sua História de conflitos ao nível Europeu e Internacional (Para esse período em específico), desse modo quem entrava em uma guerra com ela, geralmente não tinha muito sucesso ou pontos favoráveis para obter uma boa Vitória contra um local que possui tanto soldados quanto a melhor marinha, ou seja, um inimigo de fato considerado Superior. 
Contudo, tal “Superioridade’’ não pode ser muito aproveitada em terra americana, pois lá mesmo lutando pelo Rei George III, não possuíam uma conexão local ali, por conta de estarem a milhares de quilômetros de distância da sua terra natal, e ademais era nítido que não conheciam muito bem o terreno onde lutariam, dando possibilidade para os colonos criarem situações de emboscadas contra seus inimigos.  
Além disso, é nítido, observar que além da experiência em outros combates, os ingleses possuíam capital, armas e uma boa logística para atender sua guerra em uma região bastante distante da sua. 
Um outro fator que faz não serem tão “superiores’’ é por conta que os homens dos EUA, que se tornariam os principais líderes militares, como, por exemplo, generais já tiveram contato com o campo de batalha quando ainda serviram ou chegaram a lutar em favor ao seu futuro inimigo em missões contra os franceses, dessa forma foi sendo adquirido determinada experiência para tal fato lhe proporcionar êxito. 
Como citado anteriormente, sobre o conhecimento do terreno, que pode trazer bastante beneficio ao defensor, pois permitia aos americanos usufruir de técnicas não usuais de combate contra seu adversário.  
1.3 Exército Continental e Milícia 

 Através da Guerra de Independência, os rebeldes americanos criaram duas organizações militares bastante diferentes uma da outra, mas que desempenharia um papel fundamental no decorrer do conflito, e traria boas consequências para essa sociedade americana, sendo o profissional exército Continental, e através de outros os civis teriam contato com o conflito, a Milícia, onde poderia transformar simplesmente a população em soldados de forma temporária. 
Os requisitos para ingressar era bastante simples, ser homem livre, na idade militar ( 16 até 60 anos ) para servir quando fosse convocado, e receber o treinamento devido com o mosquete e deveria providenciar tanto sua própria arma quanto a munição que utilizaria.  
A milícia tinha suas próprias vantagens, eles poderiam ser elevados e mandados de volta para casa de forma rápida, e não eram necessários grandes investimentos de capital nesses grupos, contudo, também possui desvantagens como, por exemplo, não eram obedientes como os soldados regulares, não tinha nenhuma disciplina profissional, e ficavam relutantes quando era necessário lutar fora de casa. 
 Além da milícia, foi criado o exército Continental, para dar suporte caso necessário à jovem colônia e pela circunstância de em breve se tornar o primeiro pais livre após certo tempo de autoridade inglesa, mesmo apenas de forma figurativa.  
E para o homem escolhido para liderar esse novo exército, fora o George Washington, sobre ele é importante analisar esse ponto de vista:
George Washington não foi um grande general em termos de tática e estratégia, mas levou um exército composto de homens às vezes mal alimentados, sempre em trapos, sem pagamentos e experimentado, às vezes toda espécie de privação que a natureza humana pode suportar ‘’, como ele os descreveu, e derrotou o bem treinado e equipado exército de uma das mais poderosas nações da Terra com uma pequena ajuda Francesa. ‘’ 
     “George Washington, fazendeiro da Virgínia foi nomeado comandante das forças rebeldes.  Foi organizado o Exército Continental, uma força regular a cargo de   Washington. Porém, a Guerra de Independência é também fruto da luta das milícias, grupos autônomos de colonos que faziam atos de sabotagem contra o Exército inglês. ‘’ P.88.
Muitos americanos patriotas, convenceram que a milícia americana era boa tanto quanto os ingleses, mas  George Washington sabia que mesmo assim seria necessário um exército profissional para derrotar a Inglaterra, ou seja, apenas um regimento profissional e treinado poderia derrotar os britânicos em termos iguais. 
 Além disso, torna-se perceptível o progresso da História militar americana, tendo como início treinamento de sua milícia em tempo de guerra, se tornaria um dos princípios para o estabelecimento militar americano em sua nação. 
  
2. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

KARNAL, Leandro; PURDY, Sean; FERNANDES, Luiz Estevam e MORAIS,Marcus Vinícius de. História dos Estados Unidos das origens ao século XXI. São Paulo:Ed. Contexto, 2007. 
DK, American War of Independence a Visual History 
 Nigel, Cawthorne; Os 100 maiores líderes militares da História


Exército Continental


 Como gosto muito de guerras e da História dos EUA, a maioria de obras mais completas que discorre sobre o assunto são estrangeiras.

 Por isso ressalto a importância da bibliografia (livros sobre o assunto).


 Nota máxima


INSPIRAÇÃO

             A ideia central para esse texto pode ser observada logo embaixo. Como percebeu logo de cara, texto bastante formal e de cunho acadêmico, fiz durante a graduação de História para a disciplina de História Moderna II para um dos melhores docentes que já conheci (Anderson Batista). Como muitos sabem, em História, sou bastante fascinado em guerras e esse foi a razão por elaborar sobre esse trabalho, quando o professor passou esse tema conversei com ele, me sugeriu discorrer sobre esse tópico. Fiz esse trabalho que auxiliou para garantir um A nessa matéria do (5.ª) Semestre.


25 de março de 2019

Comentários

  1. Show!!! Excelente explicação. E esse livro do Karnal como referência é ótimo. Parabéns!!!

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